Palavras escritas; erotismo e sensualidade, imagens da vida; sonhos e realizações. Um mundo em movimento...
Sábado, 29 de Abril de 2006
Cartilha do Amor (*)
Fundo.jpg
...
Ovídio (de seu nome Públio Ovídio Nasão), poeta, nascido no ano 43 aC, na cidade de Sulmona, no centro da Itália, na falta dos meios que hoje temos ao nosso dispor – ilustrações, livros, tv, cinema, Internet -conseguiu definir e indicar o caminho para os melhores amantes, escrevendo “A Cartilha do Amor”, que, mais de dois mil anos depois, ainda nos ensina, a melor forma de nos comportar e tirar o melhor proveito, na arte de (bem) amar....


Assim, dizia-nos ele:


- A beleza masculina:

“Não tenhas gosto em frisar com o ferro o teu cabelo,/ nem raspes, com a aspereza da pedra pomes, as pernas;/ deixa que façam isso aqueles por quem a mãe cibeleia/ é celebrada ao som de cantos ululantes./ Uma beleza desarranjada é o que se quer aos homens”.


- Fingimento:

“Eis chegada já agora a hora do namoro. Desaparece, para longe daqui,/ ó pudor provinciano! Ao audacioso, a Sorte e Vénus Lhe dão apoio”.


- Meios para atingir o fim:

“Cede quando ela teima; se cederes, sairás vencedor./ Trata, apenas, de agir, como ela determinar./ Se ela contestar, contesta; o que aprovar, aprova-o;/ O que afirmar, afirma-o; o que negar, deves negá-lo;/ Se rir, ri-te; se chorar, lembra-te tu de chorar./ Seja ela a ditar as leis às tuas feições”.


- Desempenho sexual:

“É na cama que tens de desmentir ter havido, antes, outra Vénus”.


- A idade:

“Não perguntes quantos anos tem nem em que consulado nasceu/ (funções que competem ao aprumo de um censor),/ sobretudo se lhe falta o viço da idade, e passou o melhor/do seu tempo e arranca já os cabelos que vão ficando brancos”.


- Prazer:

"Avançai para a meta ao mesmo tempo; então será pleno o prazer,/ Quando a par, jazerem, vencidos, a mulher e o homem”.


- À mulher:

“Tempo há-de vir em que tu, que agora enjeitas os amantes,/ hás-de dormir, enregelada e velha, na solidão da noite”.


- De evitar:

“Mas evitai os homens preocupados com a elegância e a beleza/ e que têm o cabelo bem penteado;/ o que vos dizem a vós, disseram-no já a mil mulheres”.


- Ser difícil:

“O que se dá com facilidade, a custo sustenta um amor duradouro;/ Há que misturar, de vez em quando, uma recusa com alegres folguedos”.

.............

(*) in DN/2006-04-25 (editado em livro. "Arte de Amar" - Cotovia)


publicado por Pedro às 22:34
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1 comentário:
De jamais a 9 de Maio de 2006 às 14:06
O Homem morto
Exposto na mesa
Mascara a tristeza
De mão cruzada
Não é mais carne
Nem Homem
nem nada


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